domingo, 5 de dezembro de 2010

Solidão

Estou imóvel, como se meu corpo e minha alma
fossem completamente distintos.
Meus olhos cansados de derramar este líquido amargo
Que lentamente escorre pela minha face
Fazendo-me sentir o seu gosto salgado
Ao chegar em minha boca seca.
Paralisada, sem movimentos
Esqueço-me que tenho carne
E viajo com minha alma
Para um lugar sombrio e assustador
Chamado solidão.
Lá é frio e escuro
Mas é meu, só meu
Ninguém poderá invadi-lo
Podem até me tirarem de lá temporariamente
Mas quando quiser voltar
Só eu saberei o caminho.

Gabryela Dantas

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