domingo, 5 de dezembro de 2010

Solidão

A solidão se apossa
Do meu coração ferido.
Os dias longos distanciam
Quem um dia me foi querido.

Tantas dores tornaram
Meu semblante sombrio
No lugar onde vivo
Cai à noite, vem o frio.

O sofrimento me arrastou
Até este mundo sem cor
As feridas ficam abertas
Maltratadas pelo rancor.

Os meus olhos já cansados
Vivem agora na escuridão
A luz do sol me fere a alma
Meu abrigo é a solidão.

Os meus pés já não suportam
Essa longa caminhada
Nunca mais desejei ficar
Em braços fortes esta caminhada.

Fellipe Thomaz

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