sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Muito além da saudade

Desde que você morreu querido voinho
Ando a esmo, sem descanso e sem visão.
Pasme num mundo de cinzas
Sem ocupação, como alguém dispensada...

Proibida, já agora é a minha entrada em teu coração.
Como todos os outros, as ruas e os passeios
Agora vejo em horas diferentes,
E assim mal os reconheço.

Para casa não posso ir, envergonho-me!
Por estar dispensada
E em alguns casos
Sinto-me um nada.

Você era uma estrutura delicada.
Era uma cabeleira branca.
Era uma capa de chuva preta
E de uma humildade e sinceridade!

 Mayara Hanna

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